CREATINA FOSFOQUINASE

Código:

CPK

Sinônimo:

CK, Creatinofosfoquinase, CPK

Material:

Soro

Volume:

1,0 mL

Método:

Enzimático

Volume Lab:

1,0 mL

Rotina:

Diária

Resultado em:

Interferentes:

Hemólise acentuada

36 horas

Temperatura:

Refrigerado

Estabilidade da amostra:

Ambiente

Refrigerado

Freezer

Hora

Dia

Hora

0

5

0

Coleta:

Preparo: Este exame não necessita de jejum. Recipiente: Tubo seco ou gel separador Coleta: Realizar coleta utilizando material e recipiente adequados. Aguardar 30 min para retração completa do coágulo. Centrifugar a amostra a 3200 rpm por 12 minutos e acondicionar corretamente.

Interpretação:

Enzima presente em tecidos com função contrátil predominante. Está altamente presente nas células musculares, participando das reações de estoque de creatina fosfato e produção de ATP. É distribuída em vários tecidos, principalmente musculatura esquelética, cardíaca e tecido cerebral. Indicações: Diagnóstico e monitorização de nas doenças ou lesões musculares. Interpretação clínica: Está elevada em doenças musculares, como distrofias; na distrofia muscular tipo Duchenne pode estar 20 a 200 vezes aumentada, sendo um marcador da doença. Valores extremamente elevados são encontrados em miosites, mas estar baixa quando houver associação com doenças do tecido conectivo. Também é muito elevada na rabdomiólise, incluindo intoxicação por cocaína. Também está elevada no infarto do miocárdio, miocardites, miocardiopatias, no pós-operatório de cirurgia de revascularização e troca de válvulas, no acidente vascular cerebral, embolia, infarto e edema pulmonar, após cardioversão, nos estados pós-comiciais, em pacientes com hipotireoidismo, no trabalho de parto, na hipertermia maligna e na hipotermia prolongada, nas neoplasias de mama, próstata, bexiga e trato gastrintestinal, na síndrome de Reye, em algumas nas doenças infecciosas com febre, insuficiência cardíaca congestiva, taquicardia, choque, tétano, delirium tremens, quadros psicóticos agudos, infarto do trato gastrointestinal e traumas cranianos. No infarto do miocárdio os níveis de CK são normais no início do quadro, a menos que o paciente tenha realizados exercícios. A CK se eleva nas primeiras 4 a 8 horas do quadro, com pico entre 24 e 36 horas, podendo atingir valores seis a doze vezes maiores e permanece elevada por 36 a 48 horas. Pacientes com níveis de CK persistentemente elevados por mais de 3 a 4 dias têm pior prognóstico. Apresenta sensibilidade alta, de 93% a 100% (no pico), porém sua especificidade é baixa, ao redor de 57% a 88%. Na fase inicial do quadro, a CK pode estar normal, sendo que os níveis de CK-MB se elevam mais precocemente. Os valores de CK podem aumentar entre 3 e 20 vezes os valores normais dependendo da localização e extensão da área afetada. Níveis diminuídos de CK refletem diminuição da massa muscular, sedentarismo, além de hepatopatias alcoólicas, prenhez ectópica, doenças do tecido conectivo, artrite reumatóide, em pacientes idosos e acamados e na terapia com esteróides.

Referência:

Homens: 32,0 a 294,0 U/L
Mulheres: 33,0 a 211,0 U/L