Sifilis - VDRL

Código:

VDRL

Sinônimo:

Wasserman

Material:

Soro

Volume:

1,0 mL

Método:

Ver valor de referência

Volume Lab:

1,0 mL

Rotina:

Diária

Resultado em:

Interferentes:

Hemólise e lipemia

2 dia(s)

Temperatura:

Refrigerado

Estabilidade da amostra:

Ambiente

Refrigerado

Freezer

Hora

Dia

Hora

0

3

0

Coleta:

Preparo: Este exame não necessita de jejum. Recipiente: Tubo seco ou gel separador Coleta: Realizar coleta utilizando material e recipiente adequados. Aguardar 30 min para retração completa do coágulo. Centrifugar a amostra a 3200 rpm por 12 minutos e acondicionar corretamente.

Interpretação:

Trata-se de teste não treponêmico por reação de floculação em lâmina que utiliza a cardiolipina extraída do coração de boi como antígeno, utilizado como teste de triagem da sífilis. Indicação: Triagem para sífilis. Este é o único teste de floculação que pode ser utilizado para pesquisa de anticorpos não treponêmicos no líquor. Interpretação clínica: Títulos elevados acima de 1/8 são sugestivos, embora não selem o diagnóstico de sífilis, que deve ser confirmado por técnicas mais específicas, como a imunofluorescência (FTA-ABS) ou hemaglutinação (TPHA). Títulos em elevação em amostras pareadas podem ser diagnósticos. Torna-se positivo de uma a duas semanas após o aparecimento do cancro na sífilis primária (quatro a seis semanas após a infecção), atinge o pico durante o período secundário e declina lentamente. É positivo em 99% dos casos de sífilis secundária e em 70% de sífilis terciária. A queda importante no título ou a negativação do VDRL, que costuma ocorrer após o tratamento, pode ser usada para o acompanhamento do paciente como um critério de cura. Como é um exame não-treponêmico e detecta anticorpos contra um constituinte tecidual normal existe a possibilidade de reação cruzada, sendo que os títulos falso-positivos usualmente não excedem 1/8. As reações falso-positivas com títulos baixos até 1/8 são encontradas, de forma transitória, nas fases agudas de doenças infecciosas bacterianas, virais e parasitárias, como endocardite infecciosa, mononucleose, hepatite C, malária, e na gravidez. E de forma permanente nas doenças auto-imunes, como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatóide, na hanseníase e em pacientes com linfoma. OBS: Fenômeno prozona: é a ausência de reatividade em uma amostra que, embora contenha anticorpos não treponêmicos, quando testada sem diluir, ou mesmo em baixas diluições, apresenta resultado não reagente. É um fenômeno que decorre da relação desproporcional entre quantidade de antígenos e de anticorpos presentes na reação não treponêmica, gerando resultados falso-negativos. Ocorre nas amostras de doentes com sífilis, em virtude da elevada quantidade de anticorpos presentes. Esse fenômeno não é observado nos testes treponêmicos. É observado principalmente na sífilis secundária, fase em que há produção de grande quantidade de anticorpos. Quando a amostra de soro puro não apresenta reatividade, mas a amostra diluída a 1/8 apresenta, deve ter ocorrido o fenômeno prozona.

Referência:

Não reagente

Método: Imunoensaio Quimioluminescente de Micro-
partículas