MAGNÉSIO URINÁRIO - 24h

Código:

MAGNE

Sinônimo:

Magnesúria, Mg.

Material:

Urina 24h

Volume:

5,0 mL

Método:

Colorimétrico

Volume Lab:

5,0 mL

Rotina:

Diária

Resultado em:

Interferentes:

24 horas

Temperatura:

Refrigerado

Estabilidade da amostra:

Ambiente

Refrigerado

Freezer

Dia

Dia

Dia

0

7

365

Coleta:

Urina de 24 horas. Manter em refrigerador. Anotar volume total. Separar alíquota de 5 mL e enviar em Tubo de Transporte.

Interpretação:

É o quarto mais abundante cátion no organismo e 1% está contido no líquido extracelular. Atua como um co-fator essencial para enzimas ligadas à respiração celular, glicólise e transporte transmembrana de outros cátions (cálcio e sódio). Sinônimos: magnesúria, Mg++ na urina. Indicações: Avaliação de distúrbios hidroeletrolíticos (normalmente associada a hipocalcemia e hipopotassemia), alterações da absorção intestinal, pancreatite, insuficiência renal e monitoramento do tratamento com magnésio durante a toxemia gravídica. Os níveis de magnésio devem ser avaliados durante o tratamento de longa duração com medicamentos que diminuem os níveis deste elemento como a cisplatina, anfotericina B, aminoglicosídeos e furosemida. Também deve ser avaliado na suspeita de hipoparatireoidismo, já que sua deficiência está relacionada à diminuição da secreção e ação do paratormônio. Na presença de hipomagnesemia, sintomas neurológicos e gastrointestinais nem sempre são acompanhados de dosagens baixas de magnésio sérico. Níveis normais ou apenas marginais podem ser detectados em pacientes sintomáticos. Nestes casos a determinação do magnésio intraeritrocitário ou magnésio urinário apresentam maior sensibilidade. Interpretação clínica: Dentre as causas mais comuns de diminuição do magnésio estão o alcoolismo agudo, as perdas gastrointestinais (uso abusivo de laxantes e vômitos) e as perdas renais (diuréticos, necrose tubular, acidose tubular renal). A hipomagnesemia pode causar hipocalcemia e hipopotassemia, que levam a sintomas neurológicos e eletrocardiográficos, que ocorrem quando a depleção de magnésio chega a um nível sérico em torno de 1,0 a 1,2 mg/dL. Deficiências severas estão ligadas a disfunções neuromusculares, como tetania, convulsões, fraqueza, irritabilidade e delírio. Níveis baixos de magnésio, após um infarto do miocárdio, podem indicar um mau prognóstico. A hipermagnesemia tem como causa mais comum a iatrogenia (antiácidos contendo magnésio, enemas com magnésio, intoxicação por lítio, nutrição parenteral) e a insuficiência renal aguda ou crônica. Os efeitos adversos aparecem com valores superiores a 3,0 mg/dL. O magnésio sérico pode permanecer normal mesmo quando existe uma depleção de até 20% das reservas corpóreas. Níveis aumentados de magnésio na urina ocorrem no alcoolismo, como uso de diuréticos, na síndrome de Bartter, na glomerulonefrite crônica, no hiperaldosteronismo e durante a terapia dom determinadas drogas como ciclosporina, tiazídicos e corticosteróides. Níveis diminuídos podem ser encontrados nas dietas pobres em magnésio, em doenças que cursam com mal absorção do mineral e quando há decréscimo da função renal. Sugestão de leitura complementar: Proceedings and abstracts of the 12th International Magnesium Symposium, 22-25 September 2009, Iasi, Romania. Magnes Res 2009; 22(3): 157S-220S Smogorzewski MJ, Rude RK, Yu ASL. Disorders of Calcium, Magnesium, and Phosphate Balance. In: Taal: Brenner and Rector's The Kidney, 9th Ed, Saunders, 2011.

Referência:

24,0 a 255,0 mg/24h