FATOR II

Código:

FATOR2

Sinônimo:

FII, protrombina

Material:

Cong. Fator Citrato Plasma

Volume:

3,0 mL

Método:

Coagulométrico.

Volume Lab:

3,0 mL

Rotina:

Diária

Resultado em:

Interferentes:

Anticoagulantes orais, antibióticos e contraceptivoso orais

4 dia(s)

Temperatura:

Congelado

Estabilidade da amostra:

Ambiente

Refrigerado

Freezer

Hora

0

0

72

Coleta:

Jejum não necessário. - Anotar os medicamentos em uso; - Obter sangue por punção venosa e evitar garroteamento por mais de 01 minuto, hemólise, formação de bolhas e aspiração de líquido tissular. A agulha deve penetrar diretamente na veia na primeira tentativa (punção NÃO traumática). O sangue deve fluir livremente sem que seja necessário aplicar demasiada força ao êmbolo. Não realizar o teste em amostra cuja punção for difícil (punção traumática); - Preferencialmente coleta a vácuo (agulha com calibre 19 a 22); - Coletar a amostra com seringa de plástico e centrifugar em tubos plásticos. O uso de material de vidro não siliconizado pode alterar falsamente os resultados. Após remover a agulha, utilizar a porção central da amostra na seringa, usando as porções anterior e posterior para outros testes; - No caso de sistema de coleta a vácuo, usar tubo de plástico ou vidro siliconizado (menor lesão, menos contaminação e evita formação de coágulos in vitro); - Ao realizar coleta para testes da coagulação para execução remota (outro laboratório - apoio), o tubo de citrato deve ser o SEGUNDO na ordem de coleta dos tubos. Pode ser após o frasco de hemocultura ou do tubo de descarte sem aditivo, na falta destes coletar um tubo de citrato para descarte. Obs: Não colher antes do citrato, ou utilizar como descarte tubos sem anticoagulante contendo ativadores de coágulos. É muito importante que o tubo de citrato seja coletado antes do tubo de EDTA. Se houver apenas exames de coagulação, o primeiro tubo deve ser descartado. - A proporção sangue/anticoagulante deve ser exatamente de 9:1 (9 partes de sangue para 1 de anticoagulante - citrato 3,2% tamponado); - Homogeneizar a amostra por inversão suave de 5 a 8 vezes (a falha na homogeneização adequada do sangue em tubos com anticoagulante precipita a formação de microcoágulos). PROCESSAMENTO DA AMOSTRA: - A amostra deve ser centrifugada imediatamente após coleta por 15 minutos a 3000 rpm; - SEPARAR o plasma com cuidado para não misturá-lo com o sedimento. - Deixando sempre uma parte da amostra para não pipetar o sedimento (plaquetas/leucócitos); - Repetir esse processo de centrifugação e transferir novamente o sobrenadante para outro tubo de transporte (esse procedimento deve ser realizado para obtenção de um plasma pobre em plaquetas inferior a 10000/mm³); - Volume mínimo para ser encaminhado é de 2,0 mL; - Congelar o plasma imediatamente após a centrifugação; - Manter a amostra congelada durante o armazenamento e transporte; - As amostras deverão chegar ao local do destino ainda congeladas, sendo mantidas assim até o momento da análise. As amostras não podem ser recongeladas, interferindo diretamente nos fatores de coagulação, levando a resultados incorretos. - Amostras que apresentam fibrina e ou coágulos NÃO são adequadas para o envio. Uma nova amostra será solicitada. INTERFERENTES: Antibióticos, anticoagulante orais, heparina, epinefrina, contraceptivos orais, estreptoquinase.

Interpretação:

A deficiência de protrombina de herança autossômica recessiva é caracterizada por sintomas hemorrágicos mucocutâneos e a deficiência de fatores de coagulação mais rara. As principais causas adquiridas são por anticorpos contra o fator II em pacientes com doenças auto-imunes ou que usam fenitoína, com insuficiência hepática, deficiência de vitamina K ou anticoagulação oral. Indicação: Diagnóstico das deficiências congênita e adquirida de fator II (protrombina) e para a investigação de tempo de protrombina e/ou tempo de tromboplastina parcial ativada prolongados. Interpretação clínica: O diagnóstico é baseado nos tempos prolongados da protrombina e da tromboplastina parcial ativada e na baixa actividade de coagulação do FII. O teste molecular está disponível, mas é desnecessário para o diagnóstico. O diagnóstico diferencial inclui as deficiências dos fatores V, VII, X, VIII, IX, XI, XIII e deficiências adquiridas do FII. Sugestão de leitura complementar: Deficiência de fator II. Dispon[ivel em http://www.orpha.net/consor/cgi-bin/OC_Exp.php?lng=PT&Expert=325. Consulta em 07 de maio de 2015. Kujovich JL. Prothrombin-Related Thrombophilia. GeneReviews. Disponível em http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK1148/, consulta em 07 de maio de 2015.

Referência:

50% a 150%