CATECOLAMINAS PLASMATICAS

Código:

CATEP

Sinônimo:

Epinefrina(Adrenalina), Norepinefrina e dopamina

Material:

Plasma heparina

Volume:

3,0 mL

Método:

Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Volume Lab:

3,0 mL

Rotina:

Diária

Resultado em:

Interferentes:

7 dia(s)

Temperatura:

Congelado

Estabilidade da amostra:

Ambiente

Refrigerado

Freezer

Hora

Hora

Hora

0

0

720

Coleta:

A amostra de sangue com anticoagulante (Heparina Sódica) deve ser coletada através de cânula tipo butterfly inserida no paciente de 20 a 30 minutos antes da coleta. Após centrifugação o plasma deve ser enviado congelado ao laboratório. O paciente deve repousar por 30 minutos antes da coleta e o escalpe deve ser colocado na veia antes do repouso. Coletar o sangue em heparina homogeneizar e posteriormente centrifugar o material . Separar o plasma para outro tubo (transporte). Congelar. Enviar o materiarl congelado em container de gelo seco. 1. Jejum não necessário. 2. Três (3) dias antes do início da coleta e no terceiro dia, quando a coleta será realizada, o paciente não deverá ingerir os alimentos abaixo relacionados: Café, Chá, Chocolates, Refrigerantes, Sorvetes, Baunilha, Alimentos aromatizados com vanilina, Sucos (naturais e artificiais), Frutas (especialmente manga, banana e abacate). 3. Algumas medicações podem alterar o resultado do exame. Suspender por 24 horas o uso de L-dopa, propranolol, aldomet, efortil, inderal, atenol, atensina ,amplictil, descongestionantes nasais e outros. No entanto, esses medicamentos só devem ser suspensos a critério do médico assistente.

Interpretação:

As catecolaminas plasmáticas, assim como as urinárias, têm indicação principal no diagnóstico do feocromocitoma e paragangliomas. Apresentam ainda indicação no diagnóstico do neuroblastoma e em pacientes com algum dos componentes da neoplasia endócrina múltipla tipo II (MEN-II A), caracterizada por feocromocitoma, hiperparatiroidismo e carcinoma medular da tireóide. Sinônimos: Adrenalina, noradrenalina e dopamina; epinefrina, norepinefrina e dopamina no sangue ou na urina. Indicações: Avaliação diagnóstica de feocromocitoma, paragangliomas e neuroblastomas Interpretação clínica: Tipicamente uma medida das catecolaminas e/ou de seus metabólios de 2-3 vezes acima do limite superior da normalidade é considerada diagnóstica para a presença de tumor secretor de catecolaminas. No entanto, como podem ser secretadas de modo intermitente pelos tumores e seus níveis podem ser influenciados por condições que cursam com hiperativação do sistema nervoso simpático adrenal, são considerados como segunda linha em relação às metanefrinas, na investigação diagnóstica do feocromocitoma. Quarenta por cento dos pacientes com feocromocitoma produzem adrenalina e noradrenalina em excesso (com predomínio de noradrenalina), 43% produzem excesso apenas de noradrenalina, 10% produzem excesso apenas de adrenalina e 7% apresentam níveis de adrenalina e noradrenalina dentro da normalidade, ou seja, a maioria dos pacientes com feocromocitoma apresenta aumento de noradrenalina, enquanto apenas a metade apresenta aumento de adrenalina. Os paragangliomas, como não possuem a enzima feniletanolamina-N-metiltransferase (PNMT), que converte noradrenalina em adrenalina, produzem predominantemente noradrenalina, frequentemente dopamina e não secretam adrenalina. A sensibilidade da catecolaminas totais no sangue é de 84% e a especificidade é de 81%. Na urina estas são de 86% e de 88%, respectivamente. Sugestão de leitura complementar: Bravo LM. Pheochromocitoma: current perspectives in the pathogenesis, diagnosis, and management. Arq Bras Endocrinol Metab 2004; 48(5): 746-50 Eisenhofer G, Huynh T, Hiroi M, Pacak K. Understanding catecholamine metabolism as a guide to the biochemical diagnosis of pheocromocytoma. Rev End Metab Dis 2001; 2: 297-311

Referência:

Noradrenalina: até 420,0 pg/mL
Adrenalina: até 84,0 pg/mL
Dopamina: até 85,0 pg/mL